Fonte Folha1
Teve início, na manhã desta sexta-feira (12), a segunda edição do Connex-E 2025, que acontece
no Auditório Maria Cristina Rodrigues Bastos do Campus Centro do Instituto Federal
Fluminense (IFF), em Campos. Com o tema “Conectando Energia, Desenvolvimento e
Territórios”, o evento é promovido pela Organização dos Municípios Produtores de Petróleo
(Ompetro) e conta com reunião de gestores públicos, empresas, pesquisadores, investidores e
representantes da sociedade civil, que debatem sobre os rumos do desenvolvimento econômico
fluminense.
Os debates acontecem a partir da energia, da economia azul, dada inovação e das vocações
territoriais, numa programação que incluirá painéis executivos, conversas temáticas, palestras
técnicas, rodadas de negócios, exposição de marcas e projetos e conexões ao vivo (podcasts,
redes e entrevistas).
O Connex-E propõe uma abordagem integrada sobre os desafios e oportunidades dos
municípios produtores de petróleo e gás natural. A programação incluirá debates sobre o futuro
da Bacia de Campos, o redesenho das receitas municipais com o ciclo de Royalties 4.0, a expansão da economia azul e os caminhos para o crescimento da economia fluminense por meio das energias renováveis, como hidrogênio, solar, eólica e bioenergia.
O deputado federal Caio Vianna lembrou a grande capacidade que a região tem de se transformar num grande polo energético. “Campos tem uma diversificação muito grande em sua capacidade energética, e isso é fundamental para atrair investimentos para que o município
volte a figurar como um grande produtor de energia do país”. O deputado federal Júlio Lopes lembrou que Campos tem uma representação forte no Congresso Nacional e disse que acredita na continuidade do petróleo enquanto ativo de grande importância, mesmo diante do advento das energias renováveis.
“Estamos realizando história”, disse o vice-presidente da Ompetro e prefeito de Carapebus, Bernard Tavares, o primeiro a falar na mesa de abertura. Bernard destacou a importância do debate sobre o futuro dos municípios produtores e lembrou que a Ompetro começa a se expandir para outros estados, estando prestes a passar de 13 para 19 municípios filiados.
Bernard ainda falou sobre o objetivo do evento e a preocupação com os campos de petróleo da planície goitacá.
“O Connex-E tem como objetivo juntar a iniciativa privada com o poder público para debater soluções sobre o nosso futuro e rumos sobre o nosso futuro. Hoje nós estamos com uma maior preocupação com os rumos dos campos do município de Campos. Já tivemos 86% da produção nacional de petróleo, hoje temos 20% da produção nacional. É um quinto da produção nacional, mas os campos estão maduros. O que não significa que eles não terão futuro. Os campos do município, por exemplo, tem 48 anos de exploração e existe uma perspectiva de que ele ainda produz por mais de 30 a 40 anos. E pede que ele produza por mais 50 anos. Contudo, serão necessários investimentos. Então, esses investimentos na revitalização desses campos, hoje tem sido uma das nossas preocupações”, explicou.
O vice-presidente da Ompetro também criticou os movimentos políticos que tentam distribuir os royalties do petróleo dos municípios produtores para todos os municípios do Brasil. “Não é de hoje que somos lesados. Recebemos uma compensação pelos impactos ambientais e sociais que são gerados pela exploração de petróleo. É muito fácil falar dos bônus, mas também precisamos falar dos ônus”, disse Bernard, lembrando que este ano houve uma queda de 21% no repasse dos royalties aos municípios produtores.
O secretário-executivo da Ompetro e também secretário de Desenvolvimento Econômico, Energia e Inovação de Campos, Marcelo Neves, falou sobre a importância do Connex-E e da Bacia de Campos.
“O evento tem uma importância fundamental, que esse ano ele está discutindo justamente o futuro da Bacia de Campos, tanto a questão econômica que envolve a parte de Royalties e Desenvolvimento, discutindo as potencialidades da economia azul, que vem do mar também, porque toda essa região tem uma costa marítima muito extensa, que pode ser muito mais bem explorada do que é atualmente, tanto com a aquicultura, pesca, turismo. E também discute a questão das energias alternativas, das energias renováveis. Toda a região aqui é um celeiro de diversificação energética, temos aqui riqueza e abundância na energia solar, fotovoltaica, na energia eólica, na biomassa, no etanol e, claro, no petróleo. Então, é uma região que fornece energia para o desenvolvimento do país”, disse.
Ao longo do dia, serão promovidas quatro rodas de conversa: “O futuro da Bacia de Campos”, “Royalties 4.0: Novos Caminhos para os Municípios Produtores”, “Economia Azul: O Mar como Fronteira de Inovação e Negócios” e “Novas Energias Expandem a Economia do Rio”. Às 15h, está prevista uma Rodada de Negócios, integrando pequenos negócios locais, fornecedores regionais e grandes empresas-âncora do setor de energia e infraestrutura. O encerramento acontecerá às 17h, com um coffee break.
Bárbara também falou sobre estar atuando em outros projetos importantes que podem ser utilizados como combustível de embarcações ou produção de fertilizantes.
O evento também contará com o lançamento de duas obras: “Participações Governamentais – do petróleo e gás natural”, de Paulo Enrique Mainier, e o e-book “Inteligência Artificial em Diálogo – Desafios Interdisciplinares do novo século”, da professora Ângela Dias Mendes.