Commodity avança até 2% diante de riscos geopolíticos, enquanto fluxo no Estreito de Ormuz segue comprometido
Os preços do petróleo registraram alta nesta terça-feira, impulsionados pelo aumento dos riscos de escalada no Oriente Médio, após relatos de possível envolvimento de Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos no conflito. O cenário de incerteza também é agravado pelas interrupções no fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais da commodity.
Por volta das 7h50, o Brent para entrega em maio, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), avançava 1,57%, cotado a US$ 101,51 por barril, retomando o patamar acima de US$ 100. No acumulado do mês, o Brent registra valorização próxima de 40%. Já o WTI, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex) para o mesmo período, subia 2,60%, a US$ 90,42 por barril.
Na segunda-feira, o mercado registrou uma das maiores oscilações intradiárias recentes, segundo análise do ING, com o Brent chegando a fechar abaixo de US$ 100 pela primeira vez desde 11 de março. “Os preços se recuperaram ainda mais desde então, subindo para perto de US$ 103 nesta manhã, em meio a relatos de que a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos tomaram medidas para se juntar ao conflito, aumentando o risco de escalada”, destacou a instituição.
No cenário internacional, a China também adotou medidas para mitigar os impactos das tensões. A estatal Sinopec reduziu em 5% sua operação em março, com o objetivo de preservar estoques e priorizar o abastecimento interno diante das incertezas no Oriente Médio. Segundo o ING, a empresa informou ter reservas suficientes para manter os níveis atuais por até dois meses e sinalizou a possibilidade de novos ajustes nos próximos meses.