Sessões públicas das ofertas permanentes de concessão e partilha estão previstas para 7 de outubro. Segundo diretora da agência, esta será a última edição realizada no Rio de Janeiro antes da transferência da operação dos leilões para a B3.
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) realizará, em 7 de outubro, as sessões públicas das ofertas permanentes de concessão e partilha, em um leilão que reunirá 523 blocos de petróleo. Considerado o maior da história da agência em quantidade de áreas ofertadas, o certame também será o último realizado pelo órgão no Rio de Janeiro, segundo a diretora Symone Araújo.
A partir de 2027, a parte operacional dos leilões ficará sob responsabilidade da B3, com a qual a ANP firmou contrato de parceria. A mudança foi anunciada por Araújo durante um painel realizado na terça-feira (22), segundo dia da ROG.e 2026, evento anteriormente conhecido como Rio Oil & Gas.
A oferta permanente de concessão disponibilizará 500 blocos terrestres e marítimos. Já a oferta permanente de partilha, voltada a áreas do pré-sal, tem previsão de ofertar 23 blocos nas bacias de Campos e Santos.
De acordo com a diretora, a expectativa da ANP para as sessões de outubro é positiva, considerando o volume de áreas disponíveis e o interesse demonstrado pelas empresas do setor. Araújo afirmou que, com a transferência da operação para a B3, os leilões de petróleo passarão a seguir um formato semelhante ao adotado em outros certames de concessão, como os de transmissão de energia e rodovias, com “as tradicionais batidas de martelo”.
A diretora também destacou a intenção de manter a realização periódica das ofertas de áreas de exploração e produção de petróleo e gás natural. “Então, a gente espera realmente manter esse ritmo, que é o ritmo de todos os anos, de termos rodadas”, disse Araújo.
A regularidade dos leilões é uma das demandas da indústria de óleo e gás, que considera a existência de um calendário de ofertas importante para ampliar a previsibilidade dos investimentos no setor.