Leilão de reserva soma 501,3 MW de potência disponível, viabiliza as primeiras térmicas a biodiesel do país e contrata seis usinas existentes
A Petrobras foi a maior vencedora do 3º Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP), realizado em 20 de março, ao contratar 332,521 megawatts (MW) de potência disponível, com receita fixa estimada em cerca de R$ 151,7 milhões por ano. O certame negociou energia gerada por termelétricas a óleo diesel, óleo combustível e biodiesel, somando, ao todo, 501,3 MW de potência disponível, com deságio de 50,14% e receita anual total de aproximadamente R$ 229,9 milhões. Segundo a eixos, foram contratadas seis térmicas existentes, ou seja, sem previsão de investimentos.
Entre os seis empreendimentos contratados, dois pertencem à Petrobras. A UTE Canoas (RS), movida a óleo diesel, ofertou 157,8 MW, com receita fixa anual próxima de R$ 75 milhões e início de suprimento previsto para 2026, por três anos. Já a UTE Termoceará (CE), também a óleo diesel, apresentou potência ofertada de 174,7 MW e receita anual estimada em R$ 77 milhões, com início de suprimento em 2027, também por três anos.
Outras duas térmicas vencedoras pertencem à Companhia Energética de Petrolina (CEP), que totalizou 68 MW contratados e receita fixa de cerca de R$ 34,2 milhões por ano. A UTE Petrolina (PE), a óleo combustível, ofertou 20 MW, com receita anual de aproximadamente R$ 11,8 milhões e início de suprimento em 2026, por três anos. Já a UTE Petrolina Bio (PE), a biodiesel, apresentou 48 MW de potência ofertada e receita anual estimada em R$ 22,4 milhões, com início previsto para 2030 e contrato de dez anos.
A OnCorp também teve duas térmicas contratadas, com 100,8 MW de potência ofertada total e receita fixa de cerca de R$ 44 milhões por ano. A UTE Xavantes Aruanã (GO), a óleo diesel, ofertou 50,4 MW, com receita anual de cerca de R$ 25,1 milhões e início de suprimento em 2026, por três anos. Já a UTE Xavantes Aruanã Bio (GO), a biodiesel, também com 50,4 MW, terá receita anual estimada em R$ 18,9 milhões, com início previsto para 2030 e contrato de dez anos.
O leilão também marcou a viabilização das primeiras termelétricas a biodiesel do país no Sistema Interligado Nacional. “Será a primeira usina a biodiesel (junto à da CEP) do Sistema Interligado Nacional, fruto de uma disputa bastante acirrada, com deságio próximo de 50% em relação aos valores iniciais. Ainda assim, entendemos que é um ativo estratégico e estamos cumprindo nosso papel de precursores”, afirmou o diretor-presidente da OnCorp, João Guilherme Mattos.